Adapec e Secretaria de Saúde discutem protocolo de brucelose humana

Participaram também da reunião, representantes da Superintendência Federal da Agricultura (SFA/TO).

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Representantes da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e da Secretaria de Saúde do Estado do Tocantins reuniram-se na quinta-feira, 25, para elaboração de um protocolo de tratamento da brucelose humana. O grupo de trabalho está na fase de correções e adequações para estabelecerem claramente as diretrizes para o tratamento da doença em humanos, os critérios de diagnósticos e acompanhamento, entre outros. A próxima oficina está marcada para o dia 23 de junho.

A responsável técnica pelo Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PECEBT), Carolina Silveira Ozorio Ribeiro, explica que a contribuição da Agência será no compartilhamento de dados sobre registro da doença em animais, uma vez que ela pode ser transmitida ao homem. “Faremos a interligação das informações, assim, a Secretaria de Saúde se aprofundará nos vínculos para fazer o monitoramento clínico da pessoa suspeita de contaminação, ficando mais fácil um diagnóstico preciso”, afirmou Carolina Silveira.

No protocolo está previsto que a Adapec também terá acesso aos casos da doença em humanos para intensificar a educação sanitária na região. “O protocolo será um grande avanço, pois além de trazer grandes benefícios na área da saúde humana, também complementa nosso trabalho de controle, prevenção e erradicação da doença em animais na zona rural”, disse o presidente da Adapec, Humberto Camelo. Entre os anos de 2011 e 2016, foram registrados 28 animais positivos para a doença.

Participaram também da reunião, representantes da Superintendência Federal da Agricultura (SFA/TO).

Brucelose
A brucelose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Brucella que causa sintomas como febre alta, dor de cabeça e dores nos músculos dos indivíduos afetados.

A brucelose é transmitida de animais para humanos através da ingestão de carne contaminada mal cozida, alimentos lácteos caseiros não pasteurizados, como leite ou queijo, por exemplo, através da inalação da bactéria porque ela pode se espalhar pelo ar e pelo contato direto com secreções do animal infectado. A transmissão da brucelose de pessoa para pessoa é muito rara e os profissionais que trabalham com animais, como veterinários, agricultores, produtores de leite, trabalhadores de frigoríficos ou microbiologistas correm um risco maior de ficarem contaminados.

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