Crise da Alma

Indefinições Existenciais

Ficamos confusos diante da vida e diante do outro, quando não estamos certos de quem realmente somos

Ismeni Moura - Espaço Reflexão

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02/12/2019 13h09Atualizado há 1 semana
Por: Ismeni Lima de Moura
Fonte: Ismeni Moura / Espaço Reflexão
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Ismeni Moura - Divulgação
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 É fato que a vida nos exige   coragem, mas nada é tão desafiador quanto olhar   de forma desnuda para nós mesmos.  Ao longo de nossa existência construímos muralhas e escudos tanto para nos protegermos quanto para nos escondermos, e (não raras vezes) de nós mesmos. Assumir nossas verdades é sem dúvida um ato de coragem que poucos estão dispostos a enfrentar. Muitas definições que damos para o nosso comportamento frente à vida, têm seus nomes adaptados, para que não sejamos “obrigados” a encará-los de frente.

Diante das diversas experiências às quais nos submetemos   quer seja por escolhas, quer sejam impostas, que sejamos causadores ou receptores, costumamos permear por dois extremos:  ou ficamos defensivos demais ou passivos demais, nos culpamos, ou nos vitimamos, nos tornamos céticos ou crédulos demais, procrastinamos ou agimos por impulso, emotivos demais ou racionais demais e por aí vai, a lista é enorme. No entanto, todo extremo revela um desequilíbrio, todo desequilíbrio revela que existe algo que não foi tratado, recalcado e reprimido na inconsciência, desencadeando feridas, carências emocionais e comportamentos neuróticos.

Ficamos confusos diante da vida e diante do outro, quando não   estamos certos de quem realmente somos.  É comum ficarmos divididos, indecisos e sem respostas nas mais diversas situações. Nunca sabemos até que ponto sou eu que preciso mudar, aceitar, abnegar, compreender, ajudar, tolerar, pacificar, persistir, ou simplesmente afastar de ambientes e pessoas que por alguma razão nos fazem mal.  E, descobrir por que nos faz mal poderá ser especialmente revelador.

Quando temos uma identidade fragmentada, nunca teremos condições de saber exatamente que tipo de atitudes, mudanças teremos que tomar, e sabotar a alegria pode se tornar um habito, ou até mesmo nos refugiarmos em alegrias “maquiadas” e frágeis. 

Podemos assumir   toda a responsabilidade pelos caos existencial do outro, ou responsabilizá-lo pelo nosso caos. Não existe sabedoria nesses extremos. Uma relação saudável, existe reciprocidade.   O renunciar é importante e necessário, o anular-se em prol do outro é uma violência contra si mesmo.

Ao analisar sobre nossas reações poderemos encontrar respostas para nossas mais inusitadas e condicionadas atitudes. Assumir a auto-responsabilidade por tudo que somos ou nos tornamos, é sem dúvida um dos mais nobres e altruístas   atos de coragem, pois nos convoca a confrontar o amargo do nosso “eu” e nossas reações.

Tenho aprendido que não é sobre o outro, mas é sobre como reagimos diante do outro e da existência como um todo.

Nossa meta principal diante da nossa desordem deveria ser sempre a de nos acharmos, pois quando nos perdemos de nós mesmos, viveremos em um angustiante falta de direção e  incompletude.

  A  melhor forma de contribuirmos para o crescimento e felicidade daqueles que estão ao nosso entorno, é sendo felizes e autênticos com a nossa verdade. Contudo, estando   dispostos a conectarmos e sintonizarmos com outro. É certo que, a alegria verdadeira nunca será egoísta.  No entanto, o abonar-se e ignorar-se é tão cruel e devastador quanto o egoísmo.

Não há amor no egoísmo como também não há amor no autoabandono, e onde não tem amor, tem solidão e vazio existencial. Tudo começa por nós mesmos.  Só quando aprendermos a nos ouvir e valorizar nossas vozes silenciosas sem abafá-las, tanto para acatá-las quanto para descartá-las se necessário for, estaremos dando a importância devida à pessoa que somos. Saberemos nos amar quando for preciso dizer sim, e quando for preciso dizer não ao outro e  nós mesmos. E, só então, teremos condições de nos relacionarmos de forma plena com a vida em suas mais infinitas possibilidades.

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